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sábado, 11 de junho de 2011

PROFESSOR ! é proibido comer da merenda escolar?

Em um dos trechos do midiático discurso da educadora natalense Amanda Gurgel consta, de maneira irônica, que professor nenhum deveria comer na escola porque o "Ministério Público vem e diz que a merenda é só para os alunos". O posicionamento da instituição se mostrou oficial ontem, quando o Ministério Público Estadual (MPE) e o Federal (MPF) publicaram recomendação para que gestores de escolas públicas estaduais em Natal apliquem os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) somente na aquisição de alimentos para merenda de alunos da educação básica.
Os gestores devem evitar o desperdício de alimentos, proibindo, também, o uso dos gêneros em favor de pessoas não abrangidas pelo programa - leia-se professores, servidores estaduais e funcionários terceirizados, como as merendeiras.
Segundo a diretora regional, em programas como o Mais Educação, quando o aluno passa o dia na escola, entra de manhã, toma lanche às 9h, almoça no colégio e continua as atividades até o fim da tarde, chega a ser "desumano" proibir o fornecimento de comida aos professores, que acompanham os alunos o dia inteiro.
O procurador regional dos direitos do cidadão Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, que assina a recomendação, relatou que "os valores repassados para alimentação por cada aluno matriculado são pequenos. Se os alimentos ainda forem desviados para outras pessoas, os alunos podem ter prejuízo não só na alimentação, mas até mesmo no desempenho escolar". Além dele, a promotora de Justiça Carla Campos Amico assina a recomendação, como integrante do MPE. Improvável...´pode?


DIRETO DA COLUNA DE TADEU OLIVEIRA
“O Dialeto dos Pobres”

Uma ampla polêmica sobre a adoção do livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloísa Ramos, pelo Ministério da Educação, tem feito com que inúmeras associações classistas e acadêmicas se posicionem, e muitas pessoas expressem suas posições.

Destacar a importância do “dialeto dos pobres” em livros pagos pelo contribuinte, pode até, se visto por determinado ângulo, parecer algo extremamente inclusivo e politicamente correto.

Mas, na verdade, não tem nada de inclusivo. Pode agradar a grupos academicistas, desligados inteiramente da vida do povo e das reais necessidades das comunidades, mas não contempla o que mais importa: o progresso social das pessoas. A falação pirotécnica que junta numa mesma mesa, ou num mesmo livro, o chamado ‘dialeto dos pobres” com o chamado “dialeto dos poderosos” não passa de um factóide que poderia ser até patrocinado por alguma ONG por esse Brasil afora, mas nunca pelo contribuinte.

O que mais esse país necessita, e ainda mais o Rio Grande do Norte, é de livros e projetos de Estado que mobilizem e estimulem a população a buscar o conhecimento.

Nossa grande discussão tem que ser a da alfabetização dos milhões de brasileiros e dos milhares de norteriograndenses que não sabem ler, nem escrever. Nossa grande discussão tem que ser a da capacitação e qualificação profissional dos milhares de norteriograndenses que estão vendo, todos os dias, os empregos que exigem maior sofisticação tecnológica gerados no Estado, irem para as mãos de pessoas que vêm de fora.

A Universidade, que já há algum tempo, perdeu o foco na vida de verdade de nossas ruas, e que acredita que o nosso matuto não está antenado com o mundo e suas demandas, precisa estabelecer conversas com as pessoas humildes de municípios importantes como Açu, Ipanguaçu, Itajá, Guamaré, Macau, Mossoró, Pendências e Alto do Rodrigues. Nessas conversas poderá entender o que realmente interessa a eles - se o “mesmismo” das conversas do pé da Serra de Martins no chamado “Dialeto dos Pobres” ou a capacitação profissional dos seus jovens visando o verdadeiro progresso social
Obras literárias

A Comissão Permanente do Vestibular (Comperve) divulgou a lista de obras literárias que serão adotadas para o Vestibular 2012 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). São elas: “Crônicas de Origem” de Luís Câmara Cascudo; o romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis; “O Santo e a Porca”, de Ariano Suassuna, e a série de contos “Negrinha”, de Monteiro Lobato. A relação das obras está disponível no site da Comperve (www.comperve.ufrn.br).

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